quarta-feira, 20 de outubro de 2010



Então minha vil razão sem essência nas palavras apenas criadas pela necessidade do sexo engraçado isso não acha? Somos produto de uma necessidade. Só depois nos tornamos a razão de um sentido, porque os relacionamentos são desfeitos e porque viemos ao mundo? Viemos por existir realmente o desejo ter eu ou você? Ou somos apenas produto da necessidade física de se sentir a pressão, o calor, o saciar, o desejo de a minha carne viril penetrar à macia, volumosa e úmida cama do desejo amante dos homens e mulheres que depois de tão intensa sensação, se afastam e dormem e acorda e se vai e não se pensa mais apenas deseja aquela mesma sensação apenas a sensação !
Ela olha pro teto e permanece deitada, um tanto descoberta, apenas, um lençol cobre a parte inferior...
Amante do desejo não ver sabor algum na utopia romântica.
Nada lhe passa pela cabeça a não ser sua ultima idéia fixa
que solve em sua mente.

Ela apanha um pedaço de papel e escanhoa apoiado o papel sobre um ultimo livro que lia.
Latim era o titulo daquela obra de Horacio que lhe trouxe tal idéia que lhe arrastava. A paixão para ela era realmente efêmera nunca vivia um amor ao extremado e não conseguia também definir o amor, pois nunca havia o experimentado.
Seu olhar sereno permanece sobre sua resenha. Escrevia com maestria, seu corpo ainda nu sentiu um frio a janela ainda aberta, olhava pra fora e via a lua cheia: -engraçado- ela pensava alto como as pessoas podem enxergar na lua uma metáfora para o romantismo para mim ela não passa dessa imensa bola de cor clara de brilho refletido. Não possui luz própria, precisa do sol:- talvez seja isso – pensava.
Talvez toda moça apaixonada veja na lua a si mesmo, e como sua dependência de calor humano é necessária, mas assim como elas se enxergam na lua precisando de calor, eu também me enxergo nessa mesma lua assim só e vazia. Sem nenhum astro legal pra se conversar, apenas, a terra próxima de mim cheia de homens e mulheres vazios como a vida é vazia...

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