quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ela reflete EU




Sorriso, olho em seus olhos, sorriso

Não consigo acompanhar sua dança

Envolvo-te em meus braços

Meus mistérios invisíveis que você enxerga

Agulha e linha, você pôs-se a costurar as fissuras

Com suas palavras acalma

Bisturi que corta a superfície

Não deixa a alma se infeccionar

Mãos firmes que gostam de afagar

Certo poeta falava:

“é preciso amar...”

As pessoas sem ter medo de se entregar

Muitas dores, culpas, traumas

Mentes perdidas ao léu de suas existências

Você enxerga o que o microscópio nao encontra

Fragmentos que se espalha no ser

Cose esse tecido do espírito

Abalado ele esta, se torna contrito

E você ainda o ama em meio o atrito

Tinta, pena, folhas e descrição

Tudo escrevo por querer reler este

Tão ínfimo ser que se liberta

De si para observar-se

Olhar nos olhos deste homem face a face...


Folhas secas ao chão...


Folhas secas ao chão, ventos sopram forte.
Frio como bisturi fazendo cortes.
Dizem que o amor é tão forte quanto a morte.
Aglutinam às almas, serenissima que apazigua e acalma.
Traz dor, de cor negra, são as suas coberturas.
Olhos lacrimejando, a mente perde a razão.
Seres que nascem, crescem e também chegam ao fim.
Mesmo em meio de tantos me sinto sozinho.
Vermelhos são seu linhos que não te aquecem.
Do pó tu foste feita, agora volta ao pó que te fez.
Marcas, feridas, amores, sorrisos que não se esquecem.
Olho em teu rosto que se esconde dentro deste abrigo.
Dor implacável que me acompanha,
a vida é breve e segue com perdas e ganhas ...

O Silêncio


O Grito dos inimigos ecoa pelas midias.

Mas isso não me incomoda.

Eles inventam moda.

Poem em seu pescoço a corda.


E você ai ? ta nem ai?

Deixa as coisas acontecerem.

Não se manifesta, não protesta.

Não sai as ruas.


O silêncio dos justos.

Me deixa agonizando.

Irmãos que não são aliados.

Mas se tornam alienados


Acreditar e lutar

Prostestar se revoltar

Nao aceitar

Ser incendiário.